quinta-feira, 22 de março de 2007

Acompanhar um amigo

Foram inúmeras as vezes, que se fumava um charro. Um amanhã, outro depois. Veêm aqueles que deixam de ocorrer numa ocasião especial. Passa-se então a outros "níveis", que depressa deixam de passar de uma simples experiência. Toca um telefone, "amiga tou F.... ontem exagerei, tou tão desorientado que vou fazer?". Com 20 e poucos anos resolveu meter-se numa dita "roda", sem apoio de nínguem e sem coragem, dirigiu-se a um médico. Foi então que lhe explicaram que o seu cérebro era como um livro escrito, e que com uma "roda" apagára metade, nunca recuperaria o funcionamento total do sistema nervoso. Mal conseguia trabalhar, não estudava, passou anos até tirar a carta. Aos poucos recuperou alguns dos amigos, que o tinham abandonado. Apercebeu-se do seu erro, mas sabia que nunca ía passar sem ver gotas de chuva inexistentes coloridas, ver pessoas no tecto do quarto, ouvir ruídos falsos.

Sem comentários: